17Nov

Curso Livre - Do Turismo Negro ao Turismo Cemiterial

ISCET
18:00

O Turismo, quer internacionalmente, quer no que diz respeito a Portugal, continua a alargar-se cada vez mais no seu âmbito. Aquilo que eram nichos claramente residuais há alguns anos, são hoje vertentes turísticas em crescimento mais acelerado que o do próprio Turismo à escala mundial. Entre estes nichos, destacam-se o Turismo Negro e o Turismo Cemiterial. Actualmente, é frequente encontrarmos cidades com oferta de diferentes produtos turísticos em que se apela ao macabro, ao bizarro, ao misterioso, ou ao assombrado. Além disso, monumentos e sítios ligados a conhecidos eventos sangrentos ou traumatizantes passaram a ter um público cada vez mais abrangente. Há cemitérios destacados nos itinerários urbanos de cidades que, durante décadas, viveram sobretudo de outros produtos turísticos. Localidades existem em que o cemitério tornou-se já o seu principal activo turístico. Embora possam ser catalogados como sub-produtos do Turismo Cultural, o Turismo Negro e o Turismo Cemiterial não só não são uma mesma coisa, como assumem características muito próprias, às quais as entidades detentoras dos respectivos monumentos e sítios, e os próprios operadores turísticos, têm tentado adaptar-se. Porém, há ainda muito por fazer e um potencial enorme por aproveitar. Neste curso livre - o primeiro do género que se realiza em Portugal e um dos primeiros no mundo - dois reconhecidos especialistas abordam o Turismo Negro e o Turismo Cemiterial numa perspectiva teórico-prática. A formação destina-se a responsáveis por valores patrimoniais e/ou atracções turísticas com ligações à morte e ao sofrimento, responsáveis por cemitérios históricos, operadores e guias turísticos em geral, estudantes e investigadores na área do Turismo, bem como outros eventuais interessados.

 

INSCRIÇÕES:

Na secretaria do ISCET ou através do iscet@iscet.pt


PROGRAMA: 

Turismo Negro - especificidades e atracções (nacionais e internacionais)

Turismo Negro - papel social, questões éticas e políticas

Turismo Cemiterial - sua origem, evolução, e situação actual (a nível nacional e internacional)

Turismo Cemiterial - sítios portugueses com maior potencial e público-alvo

Turismo Cemiterial - análise SWOT

Turismo Cemiterial - aspectos a ter em conta no planeamento e realização de visitas guiadas


DATAS

Sexta, 17 de Novembro, das 18:00 às 20:30, no ISCET

Sábado, 18 de Novembro, das 9:30 às 12:00 no ISCET + aula prática no Cemitério da Lapa, das 14:30 às 16:30

Total: 7 horas de formação


FORMADORES:

Belmira Coutinho é doutoranda do Programa Doutoral em Estudos Culturais da Universidade de Aveiro e da Universidade do Minho, Mestre em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro e Licenciada em Turismo pela Universidade do Algarve. A sua dissertação "Há Morte nas Catacumbas? Um estudo sobre Turismo Negro" foi a primeira de mestrado em português sobre este tema, e a primeira a traduzir do inglês os principais conceitos teóricos do Turismo Negro. A sua tese de doutoramento (em curso) intitula-se “Turismo e Morte: mediação, discursos, e tecnologias de linguagem”. Será a primeira em Portugal a debruçar-se sobre os interfaces do Turismo Negro com as Políticas de Memória, a Comunicação, e o regime ditatorial português.

 

Francisco Queiroz é historiador de arte e coordenador adjunto do Grupo de Investigação "Património, Cultura e Turismo" do CEPESE (Universidade do Porto). Além de ser o maior especialista português sobre Arte Tumular do Romantismo e o único no mundo que concluiu cumulativamente mestrado, doutoramento e pós-doutoramento sobre esse tema, é também o mais experiente guia de cemitérios em Portugal e presumivelmente o único, a nível internacional, que já conduziu visitas em cemitérios de várias cidades num mesmo país, perfazendo já doze cemitérios diferentes. Autor de algumas brochuras turísticas sobre cemitérios, foi o principal responsável pela pesquisa que levou à inclusão dos primeiros cemitérios portugueses na lista da Association of Significant Cemeteries in Europe, assim como pela classificação do Cemitério da Lapa como Imóvel de Interesse Público. É autor do livro "O Cemitério de Viana do Castelo: História, Arte, Património", editado em 2017.


Apoios:

Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa

Servilusa

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