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Observatório da Solidão

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Observatório da Solidão

Obsolidão integra-se num projeto de investigação que funciona no âmbito do CIIIC – Centro de Investigação Interdisciplinar e de Intervenção Comunitária do ISCET - Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, em colaboração com a unidade de I&D Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.

 

Objetivos

De uma forma geral, o Obsolidão procura abordar com rigor o fenómeno da solidão enquanto problemática social, psicológica e antropológica, determinante para a compreensão das nossas sociedades, instituindo-se como um lugar ao serviço de investigadores, comunicação social, instituições de solidariedade social, autarquias, poder central e, de uma forma geral, como um espaço indutor do aprofundamento da consciência crítica e solidária da nossa comunidade nacional e internacional.

São objetivos prioritários do Obsolidão:

–  Recolher notícias que direta ou indiretamente sejam pertinentes para o acompanhamento do fenómeno da solidão;

–  Publicitar colóquios, seminários, congressos e outros acontecimentos que desenvolvam temáticas na área;

–  Divulgar publicações de carácter periódico e não periódico, de forma a constituir-se um fundo bibliográfico importante para o domínio em causa;

–  Promover projetos de investigação autónomos e apoiar outros em que o Obsolidão constate interesse científico e social;

–  Disponibilizar ligações a centros, instituições ou outras organizações que se dediquem à problemática da solidão;

–  Inventariar expressões artísticas que consagrem o seu talentoao fenómeno da solidão.

 

Membros

Professor Doutor Adalberto Dias de Carvalho - Coordenador

Doutor Nuno Fadigas

Doutora Marta Lima

 

“A solidão: uma ou muitas?” in Adalberto Dias de Carvalho; Isabel Baptista, “Filosofia e Pedagogia Social”, A Filosofia e a Cidade, org. Paula Cristina Pereira, Porto, Campo das Letras, 2008.

A solidão é, mais do que uma situação objetiva, um estado de alma. Tende a ser conotada negativamente com a melancolia e a depressão que, por seu turno, aparecem ligadas a sentimentos de tristeza, de recurvamento perene de cada um sobre si mesmo e de isolamento. Nos nossos dias e nas nossas sociedades, ela é principalmente associada à perda de laços e de reconhecimento social em contextos em que, algo paradoxalmente, não há um isolamento físico generalizado. Muito pelo contrário, as cidades – as suas casas e os seus espaços coletivos - proporcionam uma proximidade quase promíscua de nichos vitais que, porém, raramente é acompanhada de proximidades pessoais. Daí a importância social e a urgência antropológica da problemática da solidão urbana.